 |
|
|
Johnny Alf São Paulo - SP
19 de maio de 1929 4 de março de 2010 |
 |
|
Um dos precursores da Bossa Nova, o cantor, compositor e instrumentista Johnny Alf começou a tocar piano aos nove anos, ensinado por uma amiga da família com a qual sua mãe trabalhava. Ele que perdeu o pai aos quatro anos, nasceu em 19 de maio de 1929, no Rio de Janeiro, com o nome de Alfredo José da Silva, e além da música erudita, também gostava da popular, em especial à ligada ao cinema. Com 14 anos, formou o seu primeiro grupo, e no Instituto Brasil Estados Unidos, onde estudava inglês, adquiriu o pseudônimo, após se apresentar num programa de jazz da Rádio MEC. Antes da fama, chegou a trabalhar no escritório de contabilidade da Estrada de Ferro da Leopoldina e fundou um clube para intercâmbio de música. |

|
|
Em 52, foi contratado como pianista de uma cantina, de propriedade do locutor César de Alencar, por intermédio de Dick Farney e Nora Ney. Ali, a carreira de Johnny Alf começava de fato. Um pouco mais tarde, teve três músicas suas gravadas por Mary Gonçalves – ‘Estamos sós’, ‘O que é amar’ e ‘Escuta’ – e ingressou o time de instrumentistas do violinista Fafá Lemos. Na mesma época gravou seu primeiro disco, um 79 rpm, que incluía ‘Falsete’, composição sua. Já um ano depois, ‘Céu e mar’ e ‘Rapaz de bem’, outras de suas composições, passaram a se destacar em clubes e boates cariocas e foram consideradas as precursoras do movimento da Bossa Nova. Johnny Alf gravaria o primeiro LP – ‘Rapaz de bem’ – em 61, após ter trocado o Rio por São Paulo.
No ano seguinte, de volta à terra natal, formou um novo conjunto, dessa vez com Tião Neto e Edison Machado. Nos anos 60, o compositor chegou a participar do 3º Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record, com ‘Eu e a brisa’, defendida pela cantor Márcia e um de seus maiores sucessos como compositor, ao lado de ‘Decisão’, ‘Rapaz de bem’ – gravada no exterior – e ‘Anabela’. Vieram outros discos como ‘Ele é Johnny Alf’ (71), ‘Nós’ (74), ‘MPB 100 – Ao Vivo’ (75), ‘Desbunde total’ (75) e ‘O que é amar’ (89). Na década de 90, lançou ‘Olhos negros’, ‘Noel Rosa – Letra e música’ e ‘Eu e a bossa’, além de ‘Mais um’, o último da carreira, em 2006. O cantor passou por gravadoras como RCA, EMI, Tapecar, Phonodisc, BMG Ariola e Rob Digital. |
|
|
|
Há três anos, Johnny Alf descobriu um câncer de próstata e se submetia a tratamento num hospital em Santo André. A doença apresentou metástase e os médicos desengaram a família. Ele morreu hoje aos 80 anos.
|
|
 |
|
|
 |